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Carne no Olho (Pterígio): O Que É, Sintomas e Quando Operar

4 de ago.
5 min de leitura



Você já reparou numa "pelinha" ou "carne" avermelhada crescendo do canto do olho para cima da parte branca — e às vezes até por cima da parte colorida? Muita gente chama isso de "carne no olho", e é um dos motivos mais comuns de consulta aqui na região, principalmente em quem trabalha ou passa muito tempo ao ar livre. O nome médico é pterígio. Vou explicar o que é, se pode cegar, se tem cura e quando a cirurgia realmente é necessária.

O que é pterígio, essa "carne no olho"?

O pterígio é um crescimento de tecido (uma prega da membrana que reveste o olho, chamada conjuntiva) que avança sobre a parte branca do olho — e, se não for tratado, pode continuar crescendo em direção à córnea, a parte transparente na frente do olho.

Ele não é câncer, não é ferida e não é contagioso. Também não "nasce do nada": é uma resposta do olho a anos de exposição a sol, vento, poeira e ressecamento — por isso é tão comum em quem trabalha na rua, pesca, dirige muito ou vive perto da praia, como é o caso de boa parte de quem mora em São Francisco do Sul e região.

Costuma aparecer primeiro no canto do olho mais próximo do nariz, como uma mancha ou "asa" avermelhada e levemente elevada.

Pterígio pode cegar?

Essa é uma das dúvidas que mais tiram o sono de quem percebe o problema — e a resposta, na maioria dos casos, tranquiliza: o pterígio raramente causa cegueira. Ele avança devagar, ao longo de anos, e o próprio incômodo (vermelhidão, sensação de areia, olho puxando) costuma levar a pessoa a procurar ajuda bem antes disso.

O risco real existe quando o pterígio já cresceu bastante e invade o centro da córnea — aí sim ele pode distorcer a visão ou até tampar parcialmente o eixo visual. É exatamente para não chegar nesse ponto que a consulta regular importa: quanto antes for avaliado, mais simples é o tratamento e menor o risco de qualquer sequela na visão.

Sintomas do pterígio

  • Vermelhidão constante no canto do olho, perto do nariz

  • Sensação de "areia" ou corpo estranho, mesmo sem nada no olho

  • Ressecamento e ardência, principalmente em ambiente com vento ou ar-condicionado

  • Uma "pelinha" ou "carne" visível, que cresce lentamente ao longo de meses ou anos

  • Em casos mais avançados: visão embaçada ou astigmatismo induzido pela tração do tecido sobre a córnea

Se você notou o crescimento de uma mancha assim, mesmo sem incômodo nenhum, já vale marcar uma avaliação — o pterígio no início costuma ser bem mais simples de tratar.

Por que ele aparece? (e por que é tão comum aqui na região)

A causa principal é a exposição repetida e sem proteção a:

  • Radiação ultravioleta (sol) — o maior fator de risco de todos

  • Vento e poeira — comum em quem trabalha ao ar livre ou dirige muito

  • Ressecamento ocular crônico

Por isso o pterígio é tão frequente em regiões litorâneas e em profissões que exigem muita exposição solar — pescadores, trabalhadores da construção civil, motoristas, agricultores. Ele não pega de pessoa para pessoa — não existe risco de contágio olhando ou tendo contato com quem já tem.

Como reduzir o risco: óculos de sol com proteção UV, boné/chapéu em atividades ao ar livre, e lubrificação ocular em ambientes secos ou com vento — medidas simples que fazem bastante diferença ao longo dos anos, inclusive para quem já operou (o pterígio pode voltar a crescer sem esses cuidados).

Tipos de pterígio

  • Atrófico: mais fino, cresce mais devagar, geralmente traz menos sintomas

  • Carnoso (ou fibrovascular): mais espesso, com vasos sanguíneos visíveis, cresce mais rápido e costuma incomodar mais

  • Recidivante: aquele que retorna depois de já ter sido operado — geralmente exige uma técnica cirúrgica mais cuidadosa para reduzir a chance de voltar de novo

Essa classificação é feita no exame com lâmpada de fenda, no consultório — é rápido e indolor.

Colírio resolve o pterígio? Ele tem cura?

Aqui vale ser honesto, porque é a pergunta que mais gera confusão: colírio não remove o pterígio, e ele não desaparece sozinho.

  • Em casos leves, com pouco incômodo, colírios lubrificantes e anti-inflamatórios aliviam os sintomas (vermelhidão, ressecamento, irritação) e podem desacelerar o crescimento — mas o tecido continua lá

  • A única forma de removê-lo de fato é a cirurgia. Ou seja: pterígio "tem cura" no sentido de que dá para eliminá-lo completamente — mas essa cura vem da cirurgia, não do colírio

Isso não significa que todo pterígio precisa operar imediatamente. Muitos casos ficam anos estáveis, só sendo acompanhados. A cirurgia entra quando ele já incomoda bastante, cresce de forma progressiva, ameaça a córnea ou afeta a visão.

Cirurgia de pterígio dói muito? O que esperar

Outra pergunta muito comum — e a resposta tranquiliza: não, a cirurgia não é dolorida. É feita com anestesia local (colírio anestésico, às vezes complementado com uma leve sedação), dura em torno de 20 a 30 minutos, e o paciente vai para casa no mesmo dia.

Hoje, a técnica mais usada remove o pterígio e cobre a área com um pequeno enxerto da própria conjuntiva do paciente (autoenxerto), fixado com pontos ou cola biológica — essa técnica reduz bastante a chance de o pterígio voltar a crescer, em comparação com técnicas antigas.

Nos primeiros dias após a cirurgia, é normal sentir olho vermelho, um pouco de incômodo ou sensação de corpo estranho — isso vai melhorando progressivamente ao longo de 1 a 2 semanas, com uso de colírios indicados no pós-operatório.

Quando marcar uma consulta oftalmológica

  • Se você notou uma mancha ou "carne" crescendo no canto do olho

  • Se sente vermelhidão e irritação constante, mesmo sem crescimento visível ainda

  • Se trabalha exposto a sol, vento ou poeira com frequência

  • Se já tem pterígio diagnosticado e ele parece estar crescendo mais rápido, mudando de cor ou afetando a visão

Perguntas frequentes sobre pterígio

Qual é o CID do pterígio? O código é H11.0 (Pterígio do olho), usado em atestados e laudos médicos.

Pterígio é contagioso? Não. Ele não passa de pessoa para pessoa — é causado por exposição ao sol, vento e ressecamento ao longo do tempo, nunca por contato.

Pterígio pode voltar depois da cirurgia? Pode, principalmente em quem continua muito exposto ao sol e vento sem proteção. As técnicas atuais com enxerto de conjuntiva reduzem bastante essa chance, e o uso de óculos de sol após a cirurgia ajuda a evitar a recidiva.

Toda "carne no olho" precisa de cirurgia? Não necessariamente. Casos leves e estáveis podem só ser acompanhados. A cirurgia é indicada quando o pterígio cresce, incomoda muito ou ameaça a visão.

Existe alguma forma de prevenir o pterígio? Sim — óculos de sol com proteção UV e boné/chapéu em atividades ao ar livre são as medidas mais eficazes, especialmente para quem mora ou trabalha exposto ao sol e ao vento com frequência.

Atendimento em São Francisco do Sul e Joinville

Sou o Dr. William Miyasato, médico oftalmologista especialista em cirurgia de catarata e cirurgia refrativa. Atendo pacientes em consulta tanto em São Francisco do Sul quanto em Joinville (duas unidades). As cirurgias são realizadas na estrutura especializada em Joinville.

São Francisco do Sul/SC

Clínica Figueiredo Cortez Av. Dr. Nereu Ramos, 439, Sala 21 CEP 89240-000 (47) 99184-8010

Joinville/SC

Clínica Ophtalmus Rua Blumenau, 178, Sobreloja CEP 89204-248 (47) 4322-3623

Joinville/SC

Nova Medical Center Av. Rolf Wiest, 333, Shopping Garten CEP 89223-005 (47) 3842-3978

Notou uma "carne" crescendo no canto do olho? Agende uma avaliação clicando no botão de agendamento ou pelo WhatsApp.

Dr. William Miyasato — CRM-SC 32952 · RQE 22505 | CRM-PR 46443 · RQE 28969 Médico oftalmologista especialista em cirurgia de catarata e cirurgia refrativa.

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